Pedreiro pedala 42 km por dia e se forma em Direito

Joaquim Corsino recebeu o diploma aos 63 anos, ele ainda quer ser delegado de polícia.

Um lindo exemplo de vida desse grande brasileiro! Com tantas notícias ruins nos últimos tempos, ler um texto desse é bem INCENTIVADOR.

Pedreiro se forma em Direito após

Pedreiro se forma em Direito

Foram muitos os desafios atravessados ao longo de mais de 40 anos para que o pedreiro Joaquim Corsino, conseguisse realizar o seu sonho. Aos 63 anos de idade, vestido de beca e com chapéu de formando, ele recebeu, o seu diploma de graduação em Direito.

Para conseguir realizar o sonho, o pedreiro Joaquim pedalava, diariamente, entre a cidade onde mora, até Vitória, onde fica a faculdade de Direito em que ele estudava. A distância não desanimou o estudante. “Quero ser delegado de polícia” disse

Em 1980, ele não conseguiu ser aprovado no vestibular de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), precisou deixar os livros para trabalhar. A partir de então, Joaquim começou a atuar como ajudante de pedreiro e, mais tarde, como pedreiro.

Ele guardava parte do dinheiro que ganhava por cada parede erguida, Além de construir sua casa, o pedreiro juntou ao longo dos anos R$ 55 mil para os estudos.

“Eu sou um camarada que gosta das coisas honestas. Sempre quis fazer um curso de Direito para ajudar outras pessoas”, conta Joaquim, que em 2008 iniciou a graduação em uma faculdade privada. Quatro períodos foram concluídos, mas o pedreiro teve que adiar o sonho por mais um tempo.

“Um amigo pediu R$ 4.500 emprestados e não pagou. Aí eu tive que parar a faculdade para juntar mais dinheiro para poder pagar o curso todo”, lembrou.

Os olhos do bacharel em Direito estão voltados para o futuro. Seu próximo objetivo é ser aprovado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em 2012, Joaquim retornou à graduação e não parou mais.

“Quando eu leio a Constituição no artigo quinto, que fala que todos têm direitos iguais, vejo que tem muita coisa boa nela e eu gostaria de contribuir para isso”.

 *Com informações de Maíra Mendonça, do Jornal A Gazeta.

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